segunda-feira, 15 de junho de 2015

VÍRUS EBOLA



Semana passada, trouxemos a aterrorizante notícia de que o vírus Ebola vivia dentro do olho de um paciente curado, mesmo após o vírus ter sido eliminado do restante do corpo dele. Isso não deveria ter sido uma surpresa, no entanto, já que vírus ficam escondidos em partes do nosso corpo que não esperamos. Inclusive, somos reservatórios ambulantes de vírus.E isso não ocorre com doenças raras como Ebola. Já teve catapora antes? Ou herpes? O herpesvírus que causa estas duas doenças fica dentro das suas células nervosas para o resto da vida. E eles fazem isso porque o seu sistema imunológico não consegue alcançá-las lá.




De fato, os vírus geralmente se escondem em “pontos cegos” do sistema imunológico. Isso geralmente significa duas coisas: 1) eles infectam áreas do corpo que não estão sob total controle do sistema imunológico, ou 2) eles ficam inativos dentro de células para que o seu sistema imunológico não possa detectá-los.


Os vírus conseguem fazer isso porque são minúsculos e simples. Eles são pequenos pedaços de material genético — RNA e DNA — protegidos por proteína. Diferente de outros micróbios, eles não podem se reproduzir sozinhos, então precisam atacar outras células para invadir seu mecanismo de produzir proteínas a fim de se replicarem. No geral, nosso sistema imunológico está lá para lutar contra isso; mas, em alguns casos, não.
Privilégio imunológico


Os vírus ficam escondidos nos nossos corpos explorando alguma vulnerabilidade em nossos sistema imunológico. Esta vulnerabilidade – chamada de “privilégio imunológico” – vem de uma antiga observação que o transplante de tecidos de terceiros em certas partes do corpo não desencadeia uma resposta natural do sistema imunológico.


Isso inclui o cérebro, a medula espinhal e os olhos. Cientistas acreditam que essas partes do corpo são delicadas e importantes demais para lidarem com a inflamação causada pela ação do sistema imunológico.


Mas estas partes do corpo — vitais para a nossa sobrevivência individual — não são completamente indefesas. O olho, que é diretamente exposto ao mundo exterior, tem opróprio sistema imunológico que luta contra patógenos enquanto limita a inflamação. O cérebro, por sua vez, tem um exército de células chamadas micróglia, que devoram patógenos e neruônios danificados.


A barreira hematoencefálica, que acreditava-se manter o sistema imunológico fora do cérebro, é porosa a algumas células do sistema. Então a ideia do privilégio imunológico não é tão absoluta quanto os cientistas acreditavam, mas estas ainda são áreas do corpo nas quais os vírus encontram um patrulhamento menor do sistema imunológico.


Isso ajuda a entender porque o Ebola se enconde nos olhos. O vírus também pode serencontrado nos testículos por meses, porque essa é outra área de privilégio imunológico.
Vírus que adormecem escondidos dentro de células


Alguns vírus se escondem basicamente se fingindo de mortos dentro das células. A catapora e a herpes zóster, por exemplo, são causadas pelo mesmo vírus, o Vírus Varicela-Zóster (VVZ). E ainda assim a catapora e a herpes zóster parecem diferentes: você fica com bolhas vermelhas que coçam na catapora, e manchas avermelhadas isoladas e dores nos nervos no zóster. As duas parecem doenças inteiramente distintas porque, na herpes, o vírus se esconde no corpo.


Conforme o seu sistema imunológico luta contra a VVZ, o vírus recua para dentro das suas células nervosas. Ali, ele para de invadir a máquina molecular das células e para de se reproduzir. Estes segmentos de DNA viral apenas ficam por ali, escondidos até algo os acordarem. Pode ser algum tipo de estresse ou alguma alteração de saúde. É aí que a VVZ ataca novamente, se espalhando pelos nervos e causando a vermelhidão característica da zóster.


A VVZ é da família do herpesvírus, que possui a habilidade de se esconder dormente em células. Isso inclui o Herpesvírus Simplex 1 e 2, que causam feridas na boca e nos órgãos genitais, e também as variantes que causam mononucleose infecciosa, também conhecida por doença do beijo. Nos casos de herpesvírus simplex, cientistas descobriram que certos genes ficam mais ativos quando o vírus está dormente.


Outros vírus, como o HIV, podem integrar o próprio código genético ao DNA das células sem muitos problemas. Isso, como você deve imaginar, os torna extremamente difícil de serem removidos.


No entanto, nem todos os vírus integrados aos nossos genomas são perversos. 8% do nosso genoma vem de vírus e, em alguns casos, nós reaproveitamos estes genes virais para nosso próprio uso.
Como se livrar de um vírus latente


A resposta curta é: ainda não sabemos ao certo. Mas estamos tentando.


No caso do privilégio imunológico, médicos tentam de todas as formas administrar remédios antivirais que podem atravessar as barreiras protetoras do cérebro e dos olhos para neutralizar o vírus.


O paciente com Ebola no olho se recuperou depois de tomar uma droga antiviral experimental e uma série de esteroides, mas é difícil saber se um remédio servirá bem para a retirada de um vírus. E, como o olho tem um sistema imunológico próprio, é possível que vírus presentes nessas áreas possam ser eliminados de forma natural.


No caso de vírus latentes se escondendo em células, cientistas atraem o vírus para fora do esconderijo. A herpes, por exemplo, passa por ciclos de latência e surtos. Pesquisadores estudam genes que permitem ao vírus se fingir de morto, na esperança de descobrir como ativá-lo novamente. Quando acordado, o vírus fica muito mais fácil de ser eliminado com remédios antivirais.


É também possível que um dia possamos silenciar estes vírus inteiramente com o uso de ferramentas moleculares, que neutralizam o material genético destes vírus.


Uma ferramente molecular que tem sido bastante notícia é a CRISPR/Cas9, que pode ir atrás de vírus que já se integraram ao genoma. A CRISPR/Cas9 é uma ferramenta natural de edição de genoma, presente no sistema imunológico de bactérias para neutralizar vírus. Cientistas recentemente mostraram que ela poderia ser usada para retirar HIV dormente de células humanas.


Humanos e vírus estão em uma luta de braço de ferro que já dura há milhares de anos, conforme o nosso sistema imunológico encontra melhores maneiras de combatê-los — e eles encontraram melhores maneiras de explorar nossas vulnerabilidades. Mas um dia nós talvez sairemos dessa.


Tudo depende se iremos entender os vírus bem o suficiente para colocar contra eles as defesas deles, eliminando-os com o código genético que os permite se esconder dentro de nós.


Cássia Marcelo - biodesign_consultoria@hotmail.com
Formação Góiz / México 2011
Formação José Cruz Casillas / Brasil - janeiro 2012
Extensão José Cruz Casillas / Brasil - Julho 2012
Extensão Mena Flores / Argentina 2012
Extensão José Cruz Casillas / Janeiro 2013
Instrutora e Coordenadora de Curso BEM- BIOENERGIA MAGNÉTICA









VERMES E SEUS SINTOMAS



CAPÍTULO 12: VERMES: ASQUELMINTOS NEMATÓDEOS
ÁSCARIS, OXIÚROS, DIENTAMOEBA FRAGILIS, ANCILÓSTOMOS, LARVA MIGRANS,FILÁRIAS, DIROFILÁRIA, ONCOCERCOS, ANISAKIS, TRIQUINA, TRICUROS,ESTRONGILÓIDES

LOMBRIGAS
Ascaris lumbricoides

Lombrigas são cobrinhas redondas, leitosas ou rosadas, que medem 20 a 40 centímetros, têm vida sexual, liberam até 200.000 ovos por dia e duram em média um ano. Vivem no intestino delgado (jejuno e íleo) e se alimentam do quimo intestinal, isto é, daquilo em que se transformou a comida depois de sair do estômago. O diagnóstico é feito pela presença de ovos nas fezes. A transmissão se dá pelos ovos, que saem de um hospedeiro e entram em outro através de água, mãos, comida ou poeira contaminadas; moscas e baratas ajudam no transporte

Ciclo de vida: os ovos se abrem no intestino delgado e liberam larvas, que logo penetram nas paredes intestinais, mergulham na corrente sanguínea e seguem nela até os pulmões; ali desembarcam e passam a percorrer as vias respiratórias até atingir a traquéia e a faringe, por onde descem até chegar de novo ao intestino delgado, onde em 60 dias se tornam sexualmente ativas e começam a reprodução.

Os sintomas só aparecem quando a infecção é média (30 a 40 lombrigas) ou grande (mais de 100), e são: irritabilidade, desconforto, indigestão e fraqueza; olheiras, ranger de dentes à noite, coceira no nariz, edema, urticária, manchas claras circulares (panos) na pele, convulsões epileptiformes e alergias diversas; irritação na parede intestinal; inquietação e sobressaltos no sono, apetite irregular, perda de peso, cólicas súbitas ou desconforto intestinal, às vezes diarréia; tosse e coriza; anemia e desnutrição.

Sem tratamento, a população de lombrigas pode crescer a ponto de obstruir o intestino (é o chamado "bolo de lombrigas"). A passagem das larvas pelos pulmões provoca hemorragia nos delicados vasos sanguíneos, o que gera uma resposta inflamatória com edema, e a consequência provável é acúmulo de líquido nos pulmões e pneumonia, muitas vezes fatal. Mais: lombrigas invadem e bloqueiam os dutos pancreáticos ou biliares, causando pancreatite e hepatite agudas; perfuram o intestino delgado e provocam peritonite de consequências imprevisíveis.

Saem pelas fezes ou pela boca quando a criança tem febre. Às vezes sobem até os tubos respiratórios e provocam engasgo. Também são sensíveis a anestesia – há pacientes cirúrgicos que, na sala de recuperação, botam pela boca e até pelo nariz os vermes que abandonam o corpo.

Intestino preso pode fazer os ovos amadurecerem e eclodirem dentro do próprio hospedeiro, multiplicando por milhares as chances de problemas graves.

Quando o vermífugo é impróprio ou a dose é muito pequena as lombrigas fogem pelo primeiro buraco que aparece: vão para o apêndice cecal, causando apendicite aguda; obstruem o canal-colédoco (que liga o fígado ao duodeno), causando hepatite aguda; entopem o canal de Wirsung, causando pancreatite aguda; ou saem pelos orifícios da cabeça, que Deus nos livre.

OXIÚROS
Enterobius vermicularis

Oxiúros são brancos, finos como fios de linha, medem 1 centímetro de comprimento. Normalmente vivem no intestino grosso (ceco e apêndice), mas também são encontrados na vagina, no útero e na bexiga das mulheres.

As fêmeas deixam milhares de ovos ao redor do ânus, causando coceira e prurido, principalmente à noite. A auto-reinfestação e infestação geral da família acontecem pelas mãos, e principalmente unhas, que vão lá coçar e voltam cheias de ovinhos invisíveis que se espalham no ar, nos objetos, na tampa do vaso sanitário; podem ser ingeridos ou inalados; amadurecem no intestino delgado e abrem-se soltando larvas que viajam para o cécum, no intestino grosso; as larvas adultas copulam, põem ovos e repetem o ciclo.

Outros sintomas: sono agitado, palidez, falta de apetite, dor de estômago e corrimento vaginal com intensa coceira se os vermes conseguirem migrar para a vulva. Provocam alterações súbitas de humor durante a lua nova.

Não se faz exame de fezes para oxiúros; o teste é feito com uma fita adesiva – apertar um pedaço da fita sobre o ânus durante alguns segundos; retirar, colar na lâmina e olhar no microscópio. Usar um plástico na mão para evitar (re)infecção.

Se alguém da casa tem oxiúros, é provável que todos tenham. O tratamento deve ser coletivo, e é importante fazer uma higiene radical no banheiro, bem como em lençóis, toalhas, assentos e roupas. Como sempre, é fundamental lavar as mãos antes de comer, usar unhas curtas, não roê-las...

Vaselina pura, dentro e ao redor do ânus, melhora a coceira, e dizem que a aplicação do vermífugo é mais eficiente no último quarto de lua.

DIENTAMOEBA FRAGILIS

É um protozoário minúsculo, muito difícil de diagnosticar, que entra no organismo junto com os ovos de oxiúros. Provoca cólicas freqüentes, dores abdominais, fezes pastosas uma ou mais vezes por dia e intolerância a alimentos como chocolate e cerveja, o que pode levar o diagnóstico para o fígado. Para confirmar suspeitas de Dientamoeba é preciso colher as fezes no laboratório e examiná-las ainda quentes.

ANCILÓSTOMOS (AMARELÃO)
Necator americanus e Ancylostoma duodenale

Esta é a verminose dos que andam descalços, e o apelido de Amarelão descreve a situação de uma criança anêmica, que provavelmente come terra e é barriguda porque também tem lombrigas. O amarelão é causado principalmente por Necator americanus e Ancylostoma duodenale, cujas larvas entram pelos pés ou pernas do hospedeiro, provocando uma coceirinha na hora. Levam de cinco a trinta minutos para entrar e mais alguns dias para viajar até os pulmões pela circulação sanguínea. Nesse estágio o sintoma é uma tosse seca, com ou sem sangue. As larvas saem das vias respiratórias com a tosse e são engolidas, pelo próprio hospedeiro ou por quem recebe os perdigotos. Quando chegam ao intestino delgado se tornam adultas. Medem 1 centímetro e têm na boca vários dentes em forma de gancho, que usam para perfurar a mucosa intestinal e se alimentar de sangue. O macho e a fêmea copulam e ela pode produzir de 10 mil a 25 mil ovos por dia, que saem com as fezes e se abrem dois dias depois, liberando as larvas.

Calcula-se em 800 milhões o número de pessoas infectadas atualmente no mundo. Cada uma hospeda mil ou mais vermes do amarelão, podendo perder para eles até um copo (200 ml) de sangue por dia. O resultado disso é uma grave anemia, que mata crianças e pode levar adultos a muitas outras complicações.

As larvas das espécies A. caninum e A. braziliense infectam, respectivamente, cães e gatos. Podem penetrar nos tecidos humanos, mas não conseguem virar vermes adultos. Ficam migrando nos tecidos durante semanas ou meses, caracterizando, junto com a Toxocara, o que se chama de Larva migrans ou bicho geográfico.

LARVA MIGRANS
Toxocara canis, T. cati, Dipylidium caninum, Ancylostoma caninum, A. braziliense

Qualquer um desses vermes provoca a mesma doença - a Larva migrans é exatamente o que o nome sugere, uma larva migrando pelo corpo do hospedeiro errado; só viraria adulta nos intestinos de cães e gatos. O contágio se dá através de ovos em solos contaminados pelas fezes dos animais. O período de incubação dentro do corpo humano varia de semanas a meses após a ingestão do ovo.

A larva migrans cutânea invade só a pele, causando erupções geralmente nos pés, pernas e nádegas; os primeiros sinais são irritação ou bolhinhas a partir das quais vão surgindo túneis subcutâneos bem visíveis, de diferentes desenhos e comprimentos, que aumentam um centímetro por dia e motivam o apelido de bicho geográfico.

A larva migrans visceral se aprofunda e afeta os pulmões, provocando sintomas tipo bronquite, asma, tosse, coriza e febre; o fígado aumenta de tamanho e a eosinofilia vai de moderada a importante; as larvas podem invadir olhos, coração e sistema nervoso central.

Os sintomas são perda de apetite, febre, tosse, nariz escorrendo, erupções na pele, fígado e baço aumentados, dores abdominais, lesões oculares e problemas de visão.

FILÁRIAS
Wuchereria bancrofti

Há vários tipos de filárias, vermes fininhos que parasitam os sistemas circulatório e linfático, os músculos e as cavidades serosas. W. bancroftié a filária que causa a doença conhecida como elefantíase. O verme adulto mora nos gânglios linfáticos dos humanos, e a fêmea produz e libera no sangue microfilárias, que são embriões avançados. Quando algum mosquito transmissor pica o hospedeiro ingere as microfilárias, que dentro dele se transformam em larvas infectantes e invadem outro humano através da pele quando o mosquito pousa. Entram no sistema linfático, vão para os nódulos e repetem o ciclo.

Os principais mosquitos transmissores são os anofelinos, também vetores da malária, e o Culex pipiens fatigans. O diagnóstico é feito através de exame de sangue, colhido à noite.

Infestações repetidas podem bloquear os dutos e gânglios linfáticos, levando a acúmulo de linfa e edema dos tecidos. Os vermes adultos tendem a preferir os gânglios da virilha, então a doença é freqüentemente marcada por grande desfiguração dos genitais e das pernas.

O parasita Brugia malayi é muito semelhante à Wuchereria bancrofti e também causa elefantíase. A ocorrência maior da doença é na África central e no sul e sudeste da Ásia.

DIROFILÁRIA
Dirofilaria immitis

É um verme canino por excelência, mas dá em outros animais e é freqüente em humanos. O ciclo de transmissão depende de mosquitos de muitas espécies, entre elas Aedes, Culex e Mansonia. Os parasitas adultos são grandes, medindo até 25 cm de comprimento; vivem tipicamente na artéria pulmonar de cães e gatos e no lado direito do coração, provocando insuficiência respiratória, tosse crônica, vômitos e inflamação do músculo cardíaco; podem matar. As microfilárias são encontradas no sangue.

Nos humanos, a dirofilária é considerada um dos mais importantes parasitas zoonóticos (que transmitem doenças de outros animais). Um caso recente, publicado na Internet, conta de um homem de 40 anos que foi para o hospital com dores muito fortes do lado esquerdo do peito. Os exames mostraram uma massa isolada do tamanho de uma bola de tênis na parte de baixo de seu pulmão esquerdo, que à primeira vista foi considerada um tumor. Abriu-se e era uma dirofilária.

ONCOCERCOS
Onchocerca vulvulus

É a filária da pele e dos olhos, e a doença, oncocercose, tem o nome popular de "cegueira dos rios". Dá em muitas partes do mundo – África, Arábia, América Central, México e norte da América do Sul, e só na África se calcula que 18 milhões de pessoas estejam infectadas. O transmissor é o borrachudo, um mosquitinho preto da espécieSimulium, que ganha as microfilárias quando pica um humano doente. Dentro dele elas se desenvolvem e já são larvas infectantes quando ele pica o próximo humano. Ao contrário da maioria, estas não migram: ficam ali mesmo, no lugar da picada, e vão crescendo. A resposta do hospedeiro vem rápida e forma uma cápsula fibrosa em volta dos vermes, que assim mesmo podem chegar a 50 cm de comprimento. Essa cápsula tem a aparência de um nódulo subcutâneo; lá dentro a fêmea produz microfilárias, que se morrerem na pele causam uma dermatite severa acompanhada de despigmentação, e se morrerem nos olhos, para onde migram freqüentemente, causam cegueira. Em regiões onde a doença é endêmica, 30 a 40% da população não enxergam. O apelido de cegueira dos rios se deve ao fato de que os mosquitos borrachudos se desenvolvem nas margens dos rios.

No Brasil a oncocercose ocorre especialmente na Amazônia, onde os índios yanomamis vêm sendo as principais vítimas. (atualização 2010)

ANISAKIS
Anisakis spp.

Estes são parasitas do estômago, às vezes do intestino, de mamíferos marinhos. Produzem ovos que saem nas fezes do hospedeiro e são ingeridos por um crustáceo, dentro do qual soltam larvas. O hospedeiro definitivo é infectado de duas formas: quando ingere crustáceos infectados, ou quando come o peixe que ingeriu o crustáceo – as larvas se hospedam temporariamente na carne do peixe.

Para os humanos, o perigo é ingerir as larvas junto com o peixe cru, salgado ou marinado. Congelar mata as larvas, cozinhar também, mas se o peixe não for bem cozido, as larvas continuam vivas.

Anisakíase gástrica ou intestinal pode dar sintomas como dor aguda, náusea e vômito. Dor de estômago logo depois de comer peixe cru pode ser uma larva penetrando nas mucosas estomacais, onde vai causar úlcera e hemorragia. Às vezes ela desce e penetra na parede do íleo, que é a última parte do intestino delgado. Há casos em que o verme adulto perfurou o intestino delgado, causando peritonite fatal.

Quando for comer sushi e sashimi, olho no peixe. Colocando os filezinhos contra a luz você veria as larvas, mas também estragaria o prato. Que fazer? Comer bastante wasabi (pasta de raiz-
forte) e gengibre: são substâncias quentes, fortes e tóxicas para as larvas.

TRIQUINA
Trichinella spiralis

Este é um verme comum em muitos animais. A contaminação de humanos se dá quando as larvas são ingeridas junto com carne crua ou mal cozida. Em poucas semanas elas se tornam vermes adultos; os machos morrem depois de fertilizar as fêmeas, que também morrem depois de parirem as larvinhas. Estas entram na corrente sanguínea do hospedeiro e acabam chegando aos músculos, onde ficam vivendo até serem comidas por alguém, e repete-se o ciclo. Sua presença nos músculos incomoda muito e dói, embora não seja grave. Com freqüência instalam-se no diafragma, grande músculo que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal, provocando um mal-estar insuportável que acaba exigindo hospitalização. A dra. Clark suspeita de que as larvas da triquina na pele é que dão acne.

No Brasil, a contaminação costuma se dar pela carne de porco mal cozida (incluindo salsichas, lingüiça, patês, salgados e defumados).

Os primeiros sintomas, sete a dez dias após a infecção: perda de apetite, náusea, vômitos, diarréia e cólicas abdominais.

Nos estágios posteriores, rosto e pálpebras inchados, dores musculares, pele ardendo e coçando, suores, febre alta com calafrios, pequenas manchas pretas ou azuis na pele, hemorragia no branco dos olhos.

No estágio final os sintomas regridem, mas alguns tecidos musculares permanecem infectados por cistos minúsculos.

Nas crianças, a infecção avançada pode provocar perturbações cardíacas, respiratórias e do sistema nervoso.

TRICUROS, TRICOCÉFALOS
Trichuris trichiura e T. vulpis

Existem mais ou menos 60 espécies de tricurídeos que infectam mamíferos; dentre eles, o Trichuris trichiura afeta especialmente humanos e o Trichuris vulpis prefere os caninos, embora infecte humanos também. Ambos são parecidíssimos e têm os ovos idênticos. Seu corpo mais fino na porção anterior se enterra nas células do intestino grosso do hospedeiro; vivem vários anos; a fêmea, que cresce até 50 cm, pode pôr mais de 10 mil ovos por dia. Esses ovos saem nas fezes do hospedeiro e se tornam infectantes três semanas depois, mas só se abrem no intestino delgado de alguém, deixando sair as larvas que migram para o intestino grosso e se tornam vermes adultos.

Produzem sintomas leves, como disenteria ou diarréia ocasionais, e graves, como anemia e prolapso retal. Infestações grandes em crianças atrasam o desenvolvimento físico e mental.

ESTRONGILÓIDES
Strongyloides stercoralis

Este é diferente: parasita o intestino delgado humano mas pode ter vida livre e procriar na terra. As larvas saem de um hospedeiro junto com as fezes e entram em outro pela pele dos pés. São carregadas pela corrente sanguínea até a região dos pulmões, invadem a traquéia, migram para o trato digestivo e se instalam no intestino delgado para amadurecer e produzir ovinhos.

Somente fêmeas são encontradas nos tecidos superficiais do intestino delgado humano. Elas produzem outras larvas por partenogênese, sem fertilização, e estas saem nas fezes do hospedeiro. A presença de uma larva nematódea nas fezes é que caracteriza a estrongiloidíase. Uma vez do lado de fora, algumas larvas se desenvolvem para a vida livre e outras se reafirmam parasitárias. As livres vão completar seu desenvolvimento no solo e amadurecer como machos e fêmeas que copulam e produzem mais larvas, algumas livres e outras parasitárias.

Quando o hospedeiro tem o intestino preso, as larvinhas que já iam sair permanecem no trato intestinal tempo bastante para se desenvolver até o estágio infectante; atravessam as paredes do intestino, entram na circulação e se desenvolvem como se tivessem penetrado na pele. Essa auto-infecção pode provocar sintomas fortíssimos, já que o número de larvas é sempre muito grande

Cássia Marcelo - biodesign_consultoria@hotmail.com

Formação Góiz / México 2011
Formação José Cruz Casillas / Brasil - janeiro 2012
Extensão José Cruz Casillas / Brasil - Julho 2012
Extensão Mena Flores / Argentina 2012
Extensão José Cruz Casillas / Janeiro 2013
Instrutora e Coordenadora de Curso BEM- BIOENERGIA MAGNÉTICA